domingo, 14 de julho de 2013

Metodologia de aula - Energia, tempo e espaço



INTRODUÇÃO
A aula ministrada terá como objetivo desenvolver a aprendizagem dos alunos sobre o conceito de energia, suas transformações, fontes alternativas, conservação e unidades de medida. Será desenvolvido também a introdução do conceito de tempo e suas medidas, o mesmo será feito com a grandeza espaço.
Não se pretende apenas passar o conteúdo como uma verdade absoluta aos alunos, pois se deve estabelecer uma relação de aprendizagem mútua entre o educador e educando, ambos fazendo parte do método ensinar e aprender. Ensinar exige além do domínio do conhecimento do professor, é necessária a troca de experiências e saberes respeitando a capacidade de criar de cada aluno não o privando. Essas teorias já foram fundamentadas em pesquisas realizadas por estudiosos na área da educação, conforme esse trecho “Nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador igualmente sujeito do processo”. (FREIRE, 1996, p. 26). “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção” (FREIRE, 1996, p. 21)
Durante a aula serão utilizados recursos didáticos como: uso de slides para a apresentação do conteúdo, quadro de giz e vídeo com experimento de física com o intuito de prender a atenção do aluno. Uma vez que esses métodos já foram comprovados em relação à melhoria no desenvolvimento do aluno.
O vídeo traz para a sala de aula realidades que são distantes do cotidiano do aluno, sendo um método didático eficaz. “Por oferecer recursos vantajosos para o trabalho pedagógico, vamos considerar o vídeo como o principal instrumento de trabalho com a linguagem audiovisual. Nesse sentido, gostaríamos de reafirmar e ressaltar sua importância no processo de ensino e aprendizagem. Vídeos têm a capacidade de mostrar fatos que falam por si mesmos, mas necessitam do professor para dinamizar a leitura do que se vê. Ao explorar um vídeo, devem-se fazer analogias com outras concepções, métodos, técnicas e resultados que já foram ou podem ser explorados em sala de aula. O vídeo pode ter a função de apresentar conceitos novos ou já estudados no sentido de motivar o aluno, despertar a curiosidade e interesse, além de transmitir as ideias básicas relacionadas com o conteúdo da aula. Vídeos e textos devem se complementar mutuamente, tem a capacidade de aproximar o conhecimento científico do cotidiano, fazendo com que algumas concepções do senso comum passem a se fundamentar nas ciências.” (MANDARINO, 2012, p.3)
O uso de slides também vem se tornando um método bastante utilizado pelos docentes para dinamizar as aulas tornando- as mais proveitosas e também para economizar o tempo. Zabala (1998, p. 4) diz que a “projeção estática (retroprojetor e slides) são suportes e elementos esclarecedores de muitas ideias, facilitam o diálogo e ajudam a centrar a atenção, mas é preciso não pecar pelo excesso de uso”.

Apesar das novas tecnologias usadas em sala de aula o método tradicional do quadro de giz é uma ferramenta competente, pois facilita a visualização e demonstração do conteúdo. Essa teoria já foi validada segundo o Cysneiros (2000, p. 2) “A tecnologia do quadro e giz pode ser usada para mostrar um esquema de aula, copiar um trecho de um livro, demonstrar uma equação, atribuir tarefas, resumir pontos de uma exposição oral, etc.”.

METODOLOGIA
Pretende se familiarizar o discente com os conceitos fundamentais de energia, tempo e espaço sob o ponto de vista teórico e prático, relacionar os conteúdos apresentados em sala com situações vivenciadas pelos alunos no seu cotidiano. A aula será iniciada a partir da construção de um diálogo com os alunos a respeito do que já se conhece sobre o conteúdo, com o objetivo de analisar o domínio da classe a respeito do que será ministrado, auxiliando o professor na maneira como conduzirá a aula, consequentemente ajudando no entendimento do discente e estabelecendo uma relação mais estreita com o mesmo.
Segundo Hernández “o diálogo implica a honestidade e a possibilidade de intervir em um clima de confiança”, ou seja, é compreendido como troca de experiências entre os sujeitos, favorecendo a compreensão a partir do diálogo. Para isso é preciso que as pessoas estejam abertas para novas formas de pensar, que não estejam centradas em um só ponto de vista.
O diálogo nos permite conhecer o universo do aluno, nos informando sobre sua realidade e ajudando na maneira que será conduzida a aula. Essa teoria já foi fundamentada nas pesquisas de Freire (1996, p. 33) que diz que as características relacionado com algo compreendido por ele. Para que isso aconteça o educador precisa se informar sobre a realidade dos seus alunos.
Após o diálogo será apresentado à matéria utilizando slides, com a teoria, imagens, animações e curiosidades facilitando assim o discernimento dos alunos.  Usando o quadro de giz, serão passados alguns exercícios para a fixação do que foi dado.
Para finalizar a aula será passado um vídeo com experimento referente ao conteúdo da aula, associando a teoria com utilizações no dia-a-dia, uma vez que como já citado na introdução o uso de recursos didáticos possibilitam um modo diferente e atrativo de aprender, gerando resultados relevantes e satisfatórios.



REFERÊNCIAS

CYSNEIROS, Paulo. Novas Tecnologias no Cotidiano da Escola. Recife, 2000.
ZABALA, Antônio. A prática Educativa- Como ensinar.  Porto Alegre, 1998.
MANDARINO, Mônica Cebella. Organizando o Trabalho com Vídeo em Sala de Aula. Rio de Janeiro, 2012.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia Saberes Necessários a Prática Educativa. São Paulo, 1996.

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