INTRODUÇÃO
A
aula ministrada terá como objetivo desenvolver a aprendizagem dos alunos sobre
o conceito de energia, suas transformações, fontes alternativas, conservação e
unidades de medida. Será desenvolvido também a introdução do conceito de tempo
e suas medidas, o mesmo será feito com a grandeza espaço.
Não se
pretende apenas passar o conteúdo como uma verdade absoluta aos alunos, pois se
deve estabelecer uma relação de aprendizagem mútua entre o educador e educando,
ambos fazendo parte do método ensinar e aprender. Ensinar exige além do domínio
do conhecimento do professor, é necessária a troca de experiências e saberes
respeitando a capacidade de criar de cada aluno não o privando. Essas teorias
já foram fundamentadas em pesquisas realizadas por estudiosos na área da
educação, conforme esse trecho “Nas condições de verdadeira aprendizagem, os
educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da
reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador igualmente sujeito do
processo”. (FREIRE, 1996, p. 26). “Ensinar não é transferir conhecimento, mas
criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção” (FREIRE, 1996,
p. 21)
Durante
a aula serão utilizados recursos didáticos como: uso de slides para a
apresentação do conteúdo, quadro de giz e vídeo com experimento de física com o
intuito de prender a atenção do aluno. Uma vez que esses métodos já foram
comprovados em relação à melhoria no desenvolvimento do aluno.
O
vídeo traz para a sala de aula realidades que são distantes do cotidiano do
aluno, sendo um método didático eficaz.
“Por
oferecer recursos vantajosos para o trabalho pedagógico, vamos considerar o
vídeo como o principal instrumento de trabalho com a linguagem audiovisual.
Nesse sentido, gostaríamos de reafirmar e ressaltar sua importância no processo
de ensino e aprendizagem. Vídeos têm a capacidade de mostrar fatos que falam
por si mesmos, mas necessitam do professor para dinamizar a leitura do
que se vê. Ao explorar um vídeo, devem-se fazer analogias com outras
concepções, métodos, técnicas e resultados que já foram ou podem ser explorados
em sala de aula. O vídeo pode ter a função de apresentar conceitos novos ou já
estudados no sentido de motivar o aluno, despertar a curiosidade e interesse,
além de transmitir as ideias básicas relacionadas com o conteúdo da aula. Vídeos
e textos devem se complementar mutuamente, tem a capacidade de aproximar o
conhecimento científico do cotidiano, fazendo com que algumas concepções do
senso comum passem a se fundamentar nas ciências.” (MANDARINO, 2012, p.3)
O uso de slides também vem se tornando
um método bastante utilizado pelos docentes para dinamizar as aulas tornando-
as mais proveitosas e também para economizar o tempo. Zabala (1998, p. 4) diz
que a “projeção estática (retroprojetor e slides) são suportes e elementos
esclarecedores de muitas ideias, facilitam o diálogo e ajudam a centrar a
atenção, mas é preciso não pecar pelo excesso de uso”.
Apesar das novas tecnologias usadas em sala
de aula o método tradicional do quadro de giz é uma ferramenta competente, pois
facilita a visualização e demonstração do conteúdo. Essa teoria já foi validada
segundo o Cysneiros (2000, p. 2) “A tecnologia do quadro e giz pode ser usada
para mostrar um esquema de aula, copiar um trecho de um livro, demonstrar uma
equação, atribuir tarefas, resumir pontos de uma exposição oral, etc.”.
METODOLOGIA
Pretende se familiarizar o
discente com os conceitos fundamentais de energia, tempo e espaço sob o ponto
de vista teórico e prático, relacionar os conteúdos apresentados em sala com
situações vivenciadas pelos alunos no seu cotidiano. A aula será iniciada a
partir da construção de um diálogo com os alunos a respeito do que já se
conhece sobre o conteúdo, com o objetivo de analisar o domínio da classe a
respeito do que será ministrado, auxiliando o professor na maneira como
conduzirá a aula, consequentemente ajudando no entendimento do discente e
estabelecendo uma relação mais estreita com o mesmo.
Segundo Hernández “o diálogo implica a
honestidade e a possibilidade de intervir em um clima de confiança”, ou seja, é
compreendido como troca de experiências entre os sujeitos, favorecendo a
compreensão a partir do diálogo. Para isso é preciso que as pessoas estejam
abertas para novas formas de pensar, que não estejam centradas em um só ponto
de vista.
O diálogo nos permite conhecer o universo do aluno, nos
informando sobre sua realidade e ajudando na maneira que será conduzida a aula.
Essa teoria já foi fundamentada nas pesquisas de Freire (1996, p. 33) que diz
que as características relacionado com algo compreendido por ele. Para que isso
aconteça o educador precisa se informar sobre a realidade dos seus alunos.
Após o diálogo será
apresentado à matéria utilizando slides, com a teoria, imagens, animações e
curiosidades facilitando assim o discernimento dos alunos. Usando o quadro de giz, serão passados alguns
exercícios para a fixação do que foi dado.
Para finalizar a aula será
passado um vídeo com experimento referente ao conteúdo da aula, associando a
teoria com utilizações no dia-a-dia, uma vez que como já citado na introdução o
uso de recursos didáticos possibilitam um modo diferente e atrativo de
aprender, gerando resultados relevantes e satisfatórios.
REFERÊNCIAS
CYSNEIROS, Paulo. Novas Tecnologias
no Cotidiano da Escola. Recife, 2000.
ZABALA, Antônio. A prática
Educativa- Como ensinar. Porto Alegre,
1998.
MANDARINO, Mônica Cebella.
Organizando o Trabalho com Vídeo em Sala de Aula. Rio de Janeiro, 2012.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da
Autonomia Saberes Necessários a Prática Educativa. São Paulo, 1996.







